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Parque na margem do Rio Pinheiros ganha sinalização que indica o que está próximo de suas entradas em uma caminhada de até 30 minutos

Estações de trem, museus e shoppings são alguns dos locais indicados nas placas instaladas nas entradas do Parque Linear Bruno Covas

Situado às margens do Rio Pinheiros, o Parque Linear Bruno Covas, que tem uma série de equipamentos de uso público e gratuito já instalados, vai ficar mais informativo e interessante para quem se desloca a pé. O Instituto Caminhabilidade, por meio do Laboratório Rio Pinheiros – laboratório de estudos e ações urbanas conformado pela organização em parceria com o escritório de urbanistas Metrópole 1:1, com apoio da Farah Service e do consórcio que está desenvolvendo o parque – instala sinalização com informações para pedestres e ciclistas dos locais de referência ao redor do parque.

As placas foram instaladas nas pontes Cidade Jardim e Laguna – os principais acessos atuais para o parque para quem chega a pé, de bicicleta e de transporte público -, e apontam a direção e o tempo de caminhada e pedalada dos pontos de interesse, com mapa do entorno que mostra os locais de referência em um raio de até 30 minutos a pé – e alguns pontos um pouco mais distantes.

Nas placas estão indicadas as estações de trem mais próximas, outros parques, espaços culturais, shoppings e avenidas importantes, com o tempo estimado de deslocamento a pé ou de bicicleta para chegar até cada um destes espaços – considerando as velocidades médias de 4 km/h e 11 km/h à pé e de bicicleta, respectivamente.

Por exemplo, no acesso da Ponte Cidade Jardim, é possível chegar em 8 minutos a pé e 3 min pedalando na Estação de Trem Cidade Jardim, e em 15 minutos a pé e 5 pedalando na Avenida Faria Lima. Já na Ponte Laguna, em 11 minutos de caminhada e 4 minutos de bicicleta, é possível chegar no Parque Burle Marx, e em 19 minutos a pé e 7 minutos pedalando é possível chegar na Estação de Trem João Dias.

Segundo a fundadora do Instituto Caminhabilidade, Leticia Sabino, esse tipo de informação de orientação e localização para as pessoas ainda é raro de encontrar nas ruas e equipamentos públicos no Brasil e, quando existem, são focadas na sinalização de locais históricos em zonas centrais das cidades.

No caso do Parque Linear Bruno Covas, a legibilidade é importante para integrar o espaço a outros locais da cidade e facilitar o acesso das pessoas, uma vez que o parque é novo e boa parte da população ainda não conhece.

“A intenção é que as pessoas que passam nas pontes compreendam que ali há um parque e conheçam o entorno, assim como as pessoas que já treinam no parque entendam melhor o entorno e em que locais podem chegar, assimilando o espaço também como um elo de conexão da cidade”, afirma Leticia.

“Ficamos muito felizes, tanto pela Farah Service, que faz a gestão da Ciclovia Franco Montoro, quanto pelo Consórcio Novo Rio Pinheiros, que faz a gestão do Parque Linear Bruno Covas, por contribuir para o fomento da caminhabilidade das pessoas e mostrar como é perto chegar ao seu destino a pé. Esta vai ser a tendência que vamos incentivar em nossas parcerias pois, além de saúde, faz com que as pessoas vejam São Paulo de outra forma, e em outra dimensão de tempo e espaço”, complementa Michel Farah.

Cada entrada das pontes conta com duas placas, uma no nível da rua, que qualquer pessoa passando a pé pode enxergar, e a outra no nível do parque. O design da sinalização foi desenvolvido pelos Estúdios Daó e Granular com a identidade do Laboratório Rio Pinheiros.

História do parque e conexão com a natureza

O mapa também conscientiza as frequentadoras sobre a história do rio para a cidade e a relação entre a natureza e a infraestrutura urbana. A sinalização indica que, “no passado, o rio foi protagonista na vida de tribos e povoados que pescavam, bebiam sua água e se transportavam, além de ter servido de lazer para imigrantes, que fizeram clubes esportivos nas suas margens”.

“Nessa época, os rios Grande, Jurubatuba e Pinheiros formavam um único rio, com nascentes situadas na serra do Mar e com a foz no rio Tietê. No entanto, em 1920, foi feita a construção do barramento que deu origem à represa Billings, que criou uma ruptura no curso natural do Rio Pinheiros. Após muitas modificações humanas, o rio ficou contaminado e vias expressas foram implantadas ao seu redor, afastando as pessoas de sua margem”, diz o texto na placa no acesso Ponte Cidade Jardim.

Desde 2019, há um projeto para descontaminar o Rio Pinheiros e qualificar suas margens, de forma que sejam espaços públicos livres e democráticos para todas as pessoas.

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Fonte: Notícia enviada pela Assessoria de Imprensa do Instituto Caminhabilidade – instituto@caminhabilidade.org

 

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