Eu tenho a minha opinião, mas ela pode ser contestada, afinal sou usuário de ciclovia. Então pensei em buscar uma opinião “isenta” — ou seria “sincera”? Talvez “inteligente”. Resolvi, então, procurar uma Inteligência Artificial para me auxiliar.
Perguntei para a IA (ou AI) porque sinceramente eu já não sei mais qual a utilidade da ciclovia. Como ela, a IA, é a “fonte da informação” mais requisitada e, acreditada, fui lá fazer a pergunta que inicia esta coluna.
E está aí a resposta da AI (desculpe, mas tive que fazer essa piadinha infame).
“Uma ciclovia serve, antes de tudo, para dar segurança e prioridade a quem pedala — mas não só isso. Ela existe para: Separar bicicletas de carros e motos, reduzindo acidentes e conflitos no trânsito. Incentivar o uso da bicicleta como meio de transporte diário, não apenas lazer. Facilitar deslocamentos curtos, tornando a cidade mais acessível e humana. Reduzir poluição e barulho, já que menos carros significam menos emissões. Promover saúde e bem-estar, estimulando atividade física no dia a dia. Organizar o espaço urbano, deixando claro onde cada modo de transporte deve circular.
No fundo, a ciclovia é um sinal de escolha da cidade: quando ela existe e é bem feita, a cidade diz que valoriza pessoas, não só veículos. É infraestrutura, mas também é política pública, cultura urbana e cuidado com o futuro.”
Agora vem a pergunta fundamental: porque tem gente correndo, caminhando, tem patinete e até motos elétricas nas vias das CICLOVIAS?
A resposta da IA foi a seguinte:
“Porque a cidade real quase nunca acompanha a cidade planejada — e aí a ciclovia vira um território em disputa.
Alguns motivos, bem diretos: Falta de educação e sinalização clara – Muita gente simplesmente não sabe (ou finge não saber) que ciclovia é para bicicleta. Se não há placas, fiscalização ou campanhas, vale a lei do “todo mundo usa”. Escassez de espaço seguro para outras mobilidades –Quem corre ou caminha foge das calçadas quebradas. O patinete busca o caminho mais liso. A moto elétrica aproveita a via livre do trânsito. Ou seja: o erro começa antes, no desenho da cidade. Ausência de fiscalização – Sem consequência, a regra vira sugestão. E a ciclovia, que deveria proteger o mais frágil, acaba sendo invadida pelo mais forte — exatamente o oposto do propósito original. Confusão entre ciclovia, ciclofaixa e área compartilhada – Muita gente acha que “é tudo a mesma coisa”. Não é. Quando o poder público mistura conceitos, o usuário mistura comportamentos. Cultura do improviso urbano – No Brasil, espaço público frequentemente vira “de quem chega primeiro”. A ciclovia passa a ser vista como sobra de asfalto, não como infraestrutura essencial.
No fim, a ironia: a ciclovia nasce para proteger o ciclista, mas quando mal planejada ou mal cuidada, vira mais um risco para ele.
E aí a pergunta muda de forma: não é só por que usam, mas por que a cidade permite que usem assim.”
O melhor disso tudo é que não é só a minha opinião, é a opinião da ferramenta mais usada ultimamente, e que bom, concordo plenamente com ela.
Se alguém não gostar da minha opinião, por favor, reclame para a IA!
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