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Por cidades protetoras de vida: todas e todos têm direito de pedalar em segurança!

Essa condição se agrava em razão de dois fatores que se complementam. Em primeiro é o fato de que as cidades continuam a ser priorizadas para o modal motorizado sem planejamento adequado para o modal não-motorizado. E aqui a medida mais simples para superar esse entrave é política de incentivo ao compartilhamento das ruas, porque a infraestrutura cicloviária não vai conseguir alcançar a todas as ruas de uma cidade. Um dado que realça esse fator do carrocentrismo é o aumento da taxa de motorização no Brasil, que passou de 37,1 em 2008 para 65,7 milhões de automóveis em 2018. Em segundo é a cultura de poder e status que o automóvel continua a representar na sociedade brasileira e que ainda inferioriza a bicicleta. Esse fator está relacionado com o preconceito classista e com as nossas diferenças sociais, mas principalmente pela intolerância e não respeito à diversidade de escolha de deslocamento. Infelizmente, vivemos um contexto de autoritarismo em que a opção do diferente não tem sido bem aceita pelo outro.

Ainda assim, quer queira quer não, a bicicleta é um veículo de propulsão humana, segundo o Código de Trânsito, e sobre ela há uma vida que deve ser protegida. O World Naked Bike Ride – Pedalada pelada – reconhece a fragilidade dos corpos de ciclistas contra a cultura da velocidade na cidade e denuncia os perigos do trânsito de forma lúdica e divertida, com o slogan: obsceno é o trânsito, a falta de comprometimento político e a violência.


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