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Brasil e Nova York enfrentam desafios “ciclologísticos”

A cada 39 minutos em média, uma família brasileira perde um ente querido em uma moto. Os motociclistas representam hoje mais de um terço das vítimas fatais no trânsito do Brasil, índice que ultrapassa 50% em regiões com menor infraestrutura e fiscalização. Os dados são do Ministério da Saúde.

Informações compartilhadas na plataforma MobiliDados indicam que a maioria das vítimas são jovens negros e com menor escolaridade. O perfil coincide a descrição predominante entre ciclistas entregadores de aplicativo, como apontam pesquisas realizadas pela Aliança Bike e pelo Cebrap. Existe, portanto, um cruzamento estrutural entre mobilidade urbana, desigualdade racial e vulnerabilidade social revelado pela logística nas grandes cidades.

Em Nova York não é permitido o tráfego de motos entre as faixas. O transporte público, especialmente o metrô, é muito mais eficiente e a infraestrutura cicloviária já ultrapassa os 2.200 km. Além disso, a cidade estadunidense adota políticas públicas de incentivo a logística por bicicleta (“Delivering Green”) e estimula o uso de bicicletas elétricas.

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