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A bicicleta: uma arma poderosa, muito para além da mobilidade

O tema em debate era a bicicleta como arma de transição. Mas não foi só de transição para a mobilidade que os intervenientes do debate da Cimeira de Cascais do Mobi Summit falaram. O que se ouviu de vozes experientes a nível internacional é que a bicicleta é também um veículo para combater a sinistralidade rodoviária, para as pessoas serem mais saudáveis e mais felizes, para produzirem mais e logo para se alcançar benefícios económicos. Porque se os benefícios para o planeta não sensibilizam tanta gente, os financeiros podem ser mais sedutores.

Em Portugal, numa década a falar de descarbonização e da construção de ciclovias, o aumento do uso da bicicleta “foi irrisório”, disse José Carlos Mota, investigador e professor associado da Universidade de Aveiro, nesta quinta-feira, último dia da conferência. Esses resultados levam-no a apontar a oportunidade de se reequacionar aquilo que são as cidades, os espaços públicos, os transportes, a habitação. Em suma: é preciso falar mais sobre ordenamento do território. Porque se não há forma de se levar um filho à escola sem ser no carro próprio, estes conceitos vão por água abaixo. E o cidadão deve ser chamado a dar a sua voz.

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