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Mulheres e trabalhadores de baixa renda puxam o pedal em Belém, aponta pesquisa

O levantamento, realizado em 2024 por organizações locais de mobilidade ativa, analisou o fluxo de ciclistas em pontos estratégicos da cidade, como a Avenida Almirante Barroso, a Avenida Augusto Montenegro e a Travessa Mauriti. Os dados apontam que os horários de pico de circulação coincidem com o início e o fim do expediente de trabalho — entre 6h e 8h e 17h e 19h —, o que indica que a bicicleta é, para muitos, a única alternativa acessível ao transporte público.

Em uma cidade onde o transporte coletivo é caro e irregular, o pedal tornou-se instrumento de sobrevivência. O relatório mostra que 30% dos ciclistas trabalham com entregas, vendas ambulantes ou transporte de mercadorias, e que o uso cotidiano da bicicleta é mais intenso nas áreas periféricas.
“Essas pessoas pedalam não porque está na moda ou porque querem reduzir a pegada de carbono, mas porque é o que têm à disposição. O ciclismo em Belém é antes de tudo popular”, afirma Ruth Costa.

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