Sem apoio efetivo do governo federal, Programa Bicicleta Brasil pode virar letra morta

Este ano não será fácil para quem gostaria de ver mais pessoas usando a bicicleta para se locomover nas cidades. Mesmo com todo o progressismo e compromisso com as metas de redução de poluição previstas no Acordo de Paris, o governo federal tem demonstrado pouco apreço por iniciativas que estimulem a mobilidade ativa.
Um bom exemplo foi o adiamento da cerimônia de premiação e do pagamento das iniciativas vencedoras da primeira edição do Prêmio Bicicleta Brasil. O evento seria realizado em 10 de dezembro em Brasília, mas a assessoria jurídica do Ministério das Cidades cancelou, alegando inconsistências na concessão de passagens de avião para representantes das iniciativas habilitadas ao prêmio e o Selo Bicicleta Brasil, sem recursos financeiros, poderem se deslocar para a Capital e participar da solenidade.
O ministério, que é gerido por Jader Barbalho Filho (MDB) informou, no entanto, que vai fazer a cerimônia, pagar os vencedores e tornar o prêmio regular. Mas, ter cancelado o evento de última hora e não estipular nenhuma data (talvez seja em fevereiro) é sinal de que a bicicleta não vem sendo considerada como uma solução para problemas urbanos da mobilidade ou da poluição gerada pelo transporte, ainda que a Secretaria de Mobilidade Urbana tenha uma coordenação totalmente voltada para a mobilidade ativa.
Publicação original
Para resguardar os direitos autorais da autoria, leia o restante da matéria e acesse os créditos do texto e da imagem/fotografia na publicação original:
- Veículo: Brasil de Fato
- Data de publicação original: 28/01/2025
- Endereço: Clique para acessar