Sistemas de compartilhamento de bicicletas e a experiência de Aracaju
Tipo de publicação
Trabalho acadêmico (Monografia/TCC)
Curso ou área do conhecimento
Arquitetura e urbanismo
Tipo de autoria
Pessoa Física
Nome do autor
Arthur Almeida Resende
Língua
Português
Abrangência geográfica
Municipal
País
Brasil
Estado
Sergipe
Município
Aracaju
Ano da publicação
2026
Palavra chave 1
Compartilhamento de bicicletas
Palavra chave 2
Infraestrutura
Palavra chave 3
Micromobilidade
Palavra chave 4
Planejamento
Palavra chave 5
Transporte público
Descrição
O crescimento da frota de veículos nas cidades brasileiras, impulsionado por políticas carro- centristas, tem gerado problemas como congestionamentos, poluição e a degradação da qualidade de vida urbana. Em Sergipe, esse cenário é evidenciado pelo aumento de 64% na frota de veículos entre 2015 e 2025, pressionando a infraestrutura da sua capital, Aracaju. Nesse contexto, a bicicleta se apresenta como uma alternativa de mobilidade sustentável, oferecendo soluções acessíveis e de baixo custo, além de benefícios à saúde e à redução da poluição. Os Sistemas de Compartilhamento de Bicicletas (SCBs) ganham destaque como alternativas viáveis para a mobilidade urbana. Este trabalho visa estudar as experiências dos SCBs em Aracaju, analisando seus modelos de gestão, financiamento e operação, e avaliando os impactos na mobilidade, com foco em aspectos como acessibilidade e integração modal. A análise é enriquecida pelas experiências de sistemas como Vélib (Paris), Bicicletar (Fortaleza) e OV-fiets (Países Baixos), que apresentam particularidades valiosas. A metodologia incluiu levantamento bibliográfico, análise de sistemas consolidados em outras cidades e pesquisa exploratória sobre os SCBs locais, com ênfase na identificação de desafios, limitações e potencialidades, tanto operacionais quanto nos efeitos sobre a mobilidade urbana de Aracaju. Os resultados apontam que, em Aracaju, o sistema Caju Bike enfrentou desafios de sustentabilidade financeira devido à dependência de patrocínios privados e à falta de integração com o transporte público, além de não atender adequadamente a áreas periféricas e deslocamentos longos. O Jet, por sua vez, tem se mostrado com forte presença no turismo e lazer na cidade, apesar de existir um potencial para se tornar uma alternativa de mobilidade mais ampla no futuro. As experiências de outras cidades, como Paris, Fortaleza e os Países Baixos, destacaram a importância de adaptar os sistemas às necessidades locais, com a cobertura de áreas periféricas, estruturas tarifárias inclusivas, intermodalidade e modelos financeiros sustentáveis, oferecendo lições importantes para o desenvolvimento de SCBs em Aracaju.
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